Capéla Mortuária - S. Paulo


Capela Nss. Sra. Lurdes



















Um pouco mais abaixo encontramos a capela de Nossa Senhora de Lurdes, numa pequena elevação, dando-lhe um ar de Santuário de meditação e dando as boas vindas a quem chega à povoação.

Casa Paroquial









A Casa Paroquial era um solar do século XVIII com um Portal interessante, todo em granito esculpido e com uma enorme cruz. Hoje é com enorme tristeza que vejo este belíssimo edifício abandonado e num estado de degradação muito avançado. Próximo do cruzamento da entrada principal, existe uma pequena capelinha que é denominada de alminhas, esta foi recuperada a alguns anos, mas actualmente encontra-se a desmoronar, quase em ruínas, e cheia de “mato” em seu redor.

Igreja Matriz


A Igreja Paroquial é do século XVIII, mais propriamente do ano 1750 como nos diz a inscrição na fachada principal, tem uma Torre central construída em granito onde existem 2 sinos. A porta principal é rectangular e em madeira, no cimo da porta existe um semi arco feito em granito. Toda a construção está revestida e pintada de branco, deixando o granito nas esquinas, cunhais, ombreais e beirais a mostra. Na fachada principal existem 3 Santos e um enorme relógio. No interior o destaque vai para os altares construídos em madeira e de linha clássicos, com alguns banhos dourados.

Escola Primária


A Escola Primária é de uma arquitectura recente, ao estilo do Estado Novo, tem duas salas enormes, três pátios para recreio dos alunos e duas habitações para poderem residir os professores de longe. Actualmente neste edifício funciona o Jardim de Infantil, uma vez que os alunos do 1º Ciclo foram transferidos para o Núcleo Escolar de Santa Comba da Vilariça.

Junta Freguesia


Em 1991 a junta, em exercício, comprou e restaurou o antigo edifício da Casa do Povo, que ficava na Rua da Gouveia, e construiu ai a Sede da Junta de Freguesia para poderem exercer melhor a sua missão e servir e ajudar a população de Vale Frechoso, esta sede foi inaugurada a 21/12/1993.

Largo da Fonte




No Largo da Fonte, existe uma Fonte Romana (devido ás obras de saneamento estas ficou um pouco escondia), neste largo foi construído os Lavadouro Público onde a população passaria a lavava roupa, enquanto se traçava “dois dedos de conversa”, uma vez que não existiam máquinas de lavar roupa. Este largo serve também para realizar as festas em honra de S. Lourenço e em 1992 foi construído um Coreto.

Casa do Povo






Na década de 60, foi construído um enorme edifício para a Casa do Povo, onde funcionaria, ate 1990, a Segurança Social, Posto Médico e Infantário, actualmente edifício está entregue á Junta de Freguesia; e serve de sede da ACRVF – Associação Cultural e Recreativa de Vale Frechoso e da ACVF – Associação de Caçadores de Vale Frechoso.

Sustentabilidade da População


A base económica da população vinha do trabalho da terra, com boas e enormes plantações de trigo, aveia, centeio e algumas de milho, grandes olivais de onde eram extraídas as azeitonas para o fabrico artesanal do azeite, havia também a apanha da amêndoa e o cultivo da vinha, havia muitos outros produtos que cada habitante cultivava nas suas hortas e que eram para consumo próprio.


Existiam também dois pastores de ovelhas e um de cabras, criadores de vacas leiteiras e que depois vendiam o leite aos habitantes para estes consumirem no dia-a-dia.

Nos dias de festa, Domingos e ao longo do ano, os habitantes recorriam ao barbeiro local para cortarem o cabelo ou fazerem a barba.

Como na altura as máquinas agrícolas eram muito raras, os habitantes tinham que recorrer aos animais, burros e cavalos, para ajudar no cultivo dos campos, estes por sua vez eram ferrados por um ferrador que vinha de outra aldeia.


As mulheres nos seus poucos tempos livres faziam belas colchas e rendas, actualmente ainda se mantém esta tradição e continuam a “nascer” belos trabalhos em renda. Na década de 80, reuniam-se numa das salas da casa paroquial e ai trocavam ideias, e também aprendiam a bordar.

História e Desenvolvimento

Devido a sua localização, era um bom ponto para a defesa castreja e segundo se consta existiria um castelo no cimo do monte, que actualmente se designa “Alto do Castelo”, pois desse local existe uma excelente vista sobre as freguesias em redor: a poente o Monte Rosa, nascente Penha de Abutre, nordeste Alto da Serra e sudoeste o Maragoto.

Mas a povoação já deveria de existir no início do século XII, altura que começaria a formação da própria aldeia. Segundo os registos, em meados do século XIII, no tempo de D. Afonso III, Vale Frechoso estava integrado, segundo a documentação, na circunscrição administrativa de S. Pedro de Santa Cruz de Vilariça. Pertencia aos homens-ricos da terra, da filiação dos Bragançãos, e iria ser doada por essa época ao Mosteiro de Santa Maria de Bouro. Nas Inquirições de 1258 não existe referência a esta freguesia, apesar de já existir Igreja, em que o padroeiro é S. Lourenço.

Tal acontece apenas com o arrolamento paroquial mandado efectuar por D. Dinis em 1320-21, em que a igreja de S. Lourenço é citada como uma das chamadas "igrejas de Vilariça" e taxada em noventa libras, quantia deveras significativa, ainda mais quando a própria sede paroquial, a igreja de Santa Cruz, tinha apenas nove libras.
No final dos padroados, sabemos que a paróquia de Vale Frechoso era uma abadia de renúncia de apresentação do arcebispo de Braga, talvez desde há vários séculos atrás.

No ano de 1864, existiam em Vale Frechoso 67 fogos com 332 habitantes. A população foi crescendo e em 1890 já existiam 506 habitantes, mas a em 10 anos perdeu 94 habitantes. Nos censos de 1911 a população é de 423, desce depois até 1930 em que a população seria de 379. Na década de 40 e 50 o número de habitantes volta a subir, mas não chega a atingir o recorde de população do ano de 1890. Em 1991 apresentava 277 habitantes sem estes 134 do sexo masculino e 143 do sexo feminino. E em 2001, segundo o resultado dos censos, o número de habitantes seria de 240 as pessoas, sendo 125 do sexo masculino e 115 do sexo feminino. Actualmente o número de habitantes não andará muito distante destes registos.

Nos anos 60, século XX, havia na aldeia um agente de seguros, dois alfaiates,um lagar de azeite em actividade, um negociante de cereais, um encarregado de correio, um ferreiro, lavradores/agricultores, duas mercearia (sóto), uma taberna e uma escola primária.

Vale Frechoso era “governado” pelo Presidente da Junta o Sr. Manuel J. Moreira, e o regedor era o Sr. António M. de Sousa, as professoras eram naturais da aldeia e chamavam-se Prof. Cândida Ochoa e Prof. Emília Azevedo.

Localização e Origem




Vale Frechoso é uma freguesia do concelho de Vila Flor, com uma área de 22,51 km² e 241 habitantes.

Fica situado num vale semi-planáltico, a 11 Km para Nor-nordeste de Vila Flor e na vertente virada a sul de um dos braços da serra de Bornes. Do seu lado Direito tem o Vale do rio Tua, este rio está distanciado uns 10 quilómetros da aldeia, á sua esquerda situa-se o fértil Vale da Vilariça.

Mesmo depois de muitos estudos realizados, ainda não foi descoberta a verdadeira origem do nome de VALE FRECHOSO. Por este motivo é que existem duas prováveis origens.
A primeira estará relacionada com a sua localização:
Como se situa num vale (elemento topográfico, no seu lado direito tem a Ribeira da Vilariça, e do lado esquerdo o rio Tua) Semi-planáltico dai provem a palávra "VALE". A segunda palávra "FRECHOSO" derivaria da palavra declivoso, porque os seus terrenos têm um certo declive para o Vale da Vilariça e para o Vale do Rio Tua.
A segunta estará relaconado ao nome de uma familia:
Pois há quem diga que a palavra "FRECHOSO" pode estar relacionada com a família de Freches, Frechas ou Freixo. É uma família toponímica frequente em Portugal, que já se regista desde o ano de 907.

Simbolos de Vale Frechoso


Brasão
Escudo de verde calçado de ouro, uma raposa passante de prata, encimada por dois ramos de oliveira do mesmo, frutados de negro, com os pés cruzados em aspa. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "VALE FRECHOSO".
Justificação de simbologia
Calço
Representa as defesas castrejas nos cumes e vales da freguesia, assim como o primeiro elemento do topónimo: "Vale".
Raposa
Representa a antiguidade do povoamento da freguesia de Vale Frechoso e as esculturas rupestres.
Ramos de Oliveira
Representam uma das vertentes económicas que contribuem para o desenvolvimento local: a olivicultura.




Bandeira
Branca. Cordão e borlas de prata e verde. Haste e lança de ouro.




Selo
Nos termos da Lei, com a legenda: "JUNTA DE FREGUESIA DE VALE FRECHOSO - VILA FLOR".



Imagens cedidas por:
DIACRIA MULTIMÉDIA